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![]() O projecto de instalação provisória do Museu do Design e da Moda consiste numa intervenção no edifício do antigo Banco Nacional Ultramarino, em plena Baixa Pombalina de Lisboa, na Rua Augusta. O projecto que chegou até nós é da autoria do Arquitecto Cristino da Silva (iniciado em 1952) e caracterizava-se pelo piso térreo inteiramente dedicado ao atendimento dos clientes do banco, com uma forte relação urbana com as quatro ruas que envolvem o quarteirão e, o mais importante, um ambiente marcado pelos materiais de grande solidez e sofisticação construtiva. Era o mais vienense dos bancos lisboetas, com um balcão em pedra capaz de desenhar por si só todo o espaço e marcar o quarteirão pelo interior. No início desta década o Banco mudou de proprietário e foi profundamente adulterado, tendo sido o projecto de remodelação interrompido por motivo de preservação patrimonial. Desde então o edifício ficou sem os revestimentos originais e com a estrutura de betão à vista. Em 2009 a Câmara Municipal de Lisboa adquiriu o edifício para aí instalar o Museu do Design e da Moda. O projecto que desenvolvemos responde a uma instalação provisória do museu, com espaço para mostrar a colecção, espaço para exposições temporárias, livraria e cafetaria e ainda um espaço de programação cultural com capacidade para cem pessoas. A proposta baseia-se numa primeira leitura que fizemos do espaço no piso térreo. Trata-se do único quarteirão na Baixa Pombalina passível de ser visto no interior sem obstruções significativas. O projecto partiu desta singular possibilidade perceptiva e propôs a instalação do novo programa sem recurso à construção de paredes. Foram necessárias demolições pontuais para clarificar a matriz da intervenção. A iluminação artificial apodera-se de alguns elementos construídos e investe na imaterialidade da luz para reforçar a presença da estrutura em betão armado e, principalmente, das peças da colecção. O Museu do Design e da Moda irá caracterizar-se pela presença expressionista da estrutura em betão à vista, mas também pelos materiais que provenientes do universo da construção – telas, paletes, réguas fluorescentes, pinturas industriais – e que se utilizaram na museografia. As peças de design e de moda ocupam o espaço de modo informal e estabelecem uma relação de proximidade com o visitante. A cafetaria com a sua mesa única em cortiça acusa a presença do museu com uma janela que o avista, mas também a das ruas da Baixa Pombalina. |
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| topo | | topo | | topo | | topo | | topo | | topo | | topo | Fotografia: © Fernando Guerra/ FG+SG ![]() ![]() ![]() | topo | ![]() ![]() ![]() | topo | ![]() ![]() | topo | ![]() Fotografia: © Luísa Ferreira/ MUDE |
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