ricardo carvalho + joana vilhena
arquitectos

 
rcjv arquitectos

ricardo carvalho

joana vilhena

projectos

publicações

links
 

       
beaufort

oscar wilde

Cenografia ”My name is Wilde. Oscar Wilde” um especáculo de Francisco Camacho

"O projecto parte, uma vez mais, da reunião de duas figuras. A acção centra-se em Oscar Wilde, James Bond e respectivos círculos sociais. Do lado de Wilde temos Lord Alfred Douglas (Bosie) e dois "Wilde Boys". Do lado de Bond temos um Vilão e duas "Bond Girls". O palco está dividido ao meio em zonas simétricas ligadas por um mordomo/mestre-de-cerimónias.
Ambas as figuras são modelos de encenação e codificação de protocolos de comportamento masculino. São estereótipos que numa primeira análise se opõem de modo simétrico. Wilde tem conotações de ambiguidade de género, subtileza de gestos e decadentismo moral. Bond tem conotações de exacerbamento da masculinidade, eficácia performativa e heroísmo moral. Mas uma análise mais sofisticada permite especular sobre a possibilidade de coincidências entre as duas figuras e de inversão das conotações.
Neste trabalho, Wilde e Bond são despertados do seu sono de estereótipos e regressam como fantasmas que se confrontam com uma situação em que não sabem se são carne, robots ou manequins, pessoas ou personagens, realidade ou imaginação. São estereótipos desprogramados por uma encenação libertina que lhes abre as portas para novos encontros num mundo em que todas as ficções são possíveis."

Alexandre Melo


A cenografia está dividida entre o espaço “Wilde” e espaço “Bond” de acordo com a dicotomia/ empatia que deu origem à peça. Nos espaços “WILDE”, ambientes do final do século XIX, o aspecto da sobreposição é bastante evidenciado. Os objectos não valem por si, mas sim pelo conjunto; as casas são espaços domésticos cheios de objectos decorativos; nos pavimentos como nas paredes existe um preenchimento do espaço através da sobreposição. As cores são, na sua maioria, escuras e os tecidos pesados e estampados ou trabalhados. Os ambientes são pesados e envoltos de pequenos segredos que quase se pode imaginar que existem sob uma névoa e envoltos em pó.
Nos espaços e ambientes “BOND”, caracterizados pelos filmes, evidencia-se o desenho quer nos espaços quer nos objectos que os povoam. Nada é descurado; neste caso cada objecto vale por si e a importância de uma cadeira num espaço é tão valiosa como o próprio espaço. A relação do homem com os espaços aspira à sofisticação, são incluídos novos conceitos de habitar, com materiais novos, como os plásticos ou alumínios, que servem também o desenho de novas peças de mobiliário.
Para “My name is Wilde. Oscar Wilde” os ambientes e espaços propostos são de grande clareza. Existem grandes vãos que estabelecem a comunicação do interior com o exterior, assim como permitem uma possibilidade de evasão, deixando entrar a luz que passa a ter extrema importância espacial. Um pequeno carro de bebidas, móvel mas com presença lumínica estabelece-se uma charneira entre “Wilde” e “Bond” plenamente desafiada pelos bailarinos.

Joana Vilhena

  joana vilhena oscar wilde

joana vilhena oscar wilde

joana vilhena oscar wilde

joana vilhena oscar wilde
 
oscar wilde

oscar wilde

| topo |

oscar wilde

oscar wilde

| topo |

oscar wilde

oscar wilde

| topo |

oscar wilde

oscar wilde

| topo |

   
 
Estreia: Teatro Rivoli, no âmbito do "Porto 2001 Capital Europeia da Cultura"

Projecto em co-autoria com Pedro Valagão